Então e se eu realmente até gostasse de ti e da tua maneira de ser?
E se eu, por acaso, te achasse uma pessoa importante na minha vida e quisesse ter-te sempre por perto?
Tu nem sequer pensaste no que poderias provocar em mim. Nem sequer te importou!
E se me tivesses magoado demais?
E se eu precisasse mesmo de ti?
Mas não. Tu não te preocupaste. E, felizmente, também não me afectaste assim tanto, porque não sinto tristeza, e muito menos saudades tuas. Para sentir saudades, sinto do Babe. Mas não ganhei maus sentimentos em relação a ti, sabes? Ainda acho que a ideia que têm de ti se deve ao facto de não te conhecerem como eu conheço. E sim, eu conheço-te muito bem. Foste importante no meu crescimento, não me arrependo de ter sido tua amiga e sei com toda a certeza que, caso precisasse de alguma coisa, poderia recorrer a ti. Lá estarias tu para ouvir-me, aconselhar-me, ajudar-me da maneira que pudesses. E ainda acho que és uma pessoa simpática e divertida, embora ninguém queira incluir-te em nada porque "ah e tal, não ia integrar-se". (Nunca te integrarás se não te derem essa oportunidade). E ainda te confiaria a minha vida, se assim fosse necessário porque, apesar de tudo, és provavelmente uma das pessoas em quem mais confio.
Às vezes, quando não estás a ver, fico a olhar para ti e a pensar nas coisas boas que perdemos e que ainda temos para perder. Já não podemos conhecer Lloret em conjunto, porque a nossa amizade acabou. Já não podemos passar uma noite na conversa, porque a nossa amizade acabou. Já não podemos dançar no dia do meu casamento, porque a nossa amizade acabou. E não vais estar presente para comemorar os meus 18 anos, nem a minha entrada na universidade, nem o dia da minha formatura. Tudo porque a nossa amizade acabou. Acabou e pronto.
Mas não sinto saudades.
E não estou triste.
Só tenho pena. Só isso...
...porque a nossa amizade acabou.

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