sexta-feira, 20 de julho de 2012


Esse é um daqueles momentos estranhos da vida. Me sinto vazia, embora aqui dentro estejam acontecendo mil coisas ao mesmo tempo. É hora de parar e corrigir o rumo, antes que o caminho ser perca no horizonte. Mas é tudo muito complexo, é preciso pensar e planejar cada segundo, tudo que eu odeio fazer. Provavelmente vou acabar mandando tudo pra puta que pariu na última hora, num impulso causado pelo medo de não achar felicidade no fim do caminho. Porém, quando se chega nos 20 anos a gente tem que, pelo menos, fingir que pensa e planeja antes de agir. Eu só queria que as mudanças fossem mais simples, que fosse mais fácil corrigir a rota. Queria não sentir como se eu estivesse a 200 km/h e tivesse apenas um milésimo de segundo pra virar a direção antes de despencar no precipício. Enfim, a vida anda difícil, embora, pela primeira vez na vida, eu saiba o que quero fazer, onde quero chegar. É claro que isso pode mudar semana que vem, mas agora eu sei e estou ajeitando a vida pra fazer isso acontecer and it feels so good. Mas ao mesmo tempo é difícil, provavelmente porque a felicidade me assusta muita mais do que a falta dela.
Anyway, é um período de transição. Refletir pouco e escrever menos ainda porque se pensar demais eu cago tudo. É o momento de não falar, nem ouvir, apenas sentir a verdade latente que grita sem que se perceba. Seguir o impulso mais planejado da vida. Despir-se de todos os medos. Não há tempo para pensar duas vezes. “Se está chegando o fim da linha, tá na hora de saltar..”* Então, não se surpreendam se em um ano tudo estiver completamente diferente. E também não acreditem se estiver. A essência sempre permanece intacta, isso é o que nos faz imperfeitos. E isso é a tragédia e a beleza da vida.

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